Resenha + crítica | Cinquenta tons de cinza (+18)

♥ Resenha: Cinquenta tons de cinza
Autor: E. L. James
País: EUA
Editora: Intrisceca
Mais informações: Skoob 


Uma imagem pra chamar a atenção dos leitores ahaha

Sinopse: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...


Resenha: Podem pasmar porque eu li de verdade... Eu li o livro TO-DO. Em uma semana. Quer saber mesmo minha opinião? 


Me senti entediada durante o livro porque não passa de um romance mamão com açúcar em que o casal tenta mostrar as tecnicas de BDSM.

 "Mas como assim, Bela?"

Gente, sério, eu pensei que todo esse furduncio por causa do livro Cinquenta tons de cinza tivesse algum segredinho apimentado mas não achei nada de WOW. Achei uma leitura apimentada para donas de casa, tipo Sabrina e Julia (pra meninas mais novinhas, vale a pena conhecer esses livros que suas mamães com certeza leram).

O livro parece ser a história de um cara sem sentimentos que curte uns sadomasoquismo que submete uma ninfeta indefesa mas ao começar a ler eu só vejo a Anastácia como uma garota insegura -igual qualquer outra e o Grey, um cara que parece ser indomável mas cai aos pés como um juvenil apaixonado por uma virgem. Ah, fala sério?!


'Blábláblá não durmo com as mulheres que fodo. Blablabla não faço amorzinho' - Todo e qualquer argumento invalidado com essa foto, Mr. Grey. 

Dos 16 aos 20 eu tive fake: que era -na minha época- basicamente criar uma vida virtual, onde você era alguém de banda e tinha relacionamento, filhos e até um msn próprio para a vida dele. Durante esses quatro anos, tive relacionamentos no mundo fake que exigiam sexo virtual, nada de fotos das pessoas mas sim 'turnos' de sexo. Quase uma narrativa do momento. Tenha certeza, que a maior parte dos turnos que participei eram 300x mais exitântes do que a descrição da escritora para a posição cachorrinho. 

Aliás, muitos dos que tinham fake, também escreviam Fanfictions (histórias que giram em torno de uma continuação de filme, livros e/ou de pessoas famosas). A L. James escrevia Fanfictions do Crepúsculo. E decidiu por mudar os nomes e criar este livro. 

Então, o porque de todo o alvoroço em torno do livro (e do filme) 50 tons de cinza
Pelo simples fato de que em pleno ano de 2015 mulheres ainda são reprimidas no quesito sexo, no querer, no desejar, no se tocar e de se sentirem potentes. Que em pleno ano da luta do feminismo, mulheres não possam desejar serem submissas a seus homens, ter desejos e coisas do tipo porque já vem um turbilhão de ativistas reclamando que o livro é machista, porque se o Cristian Grey fosse um pobre e feio ninguém o desejaria.

Toda a audiência da Anastácia sendo submissa do Mr. Grey só entra na minha cabeça que existem formas de enxergar esse conflito com o feminismo: a diferença entre a forma que as pessoas interpretam o livro (que vai da cultura e da vivência de cada uma das leitoras) á mulheres que dizem que 'queriam um Grey pra ter em casa' (que é um BAITA COMPORTAMENTO DE MULHER MAL COMIDA, alienada e burra). 

Antes de ler o livro, eu julgava-o por ser romance de mulher alienada porque todas que eu via lendo, estavam escondendo aquele sorrisinho safado em canto de lábios. Essas mesmas que não se dão por completo para seus homens, que não se masturbam e conhecem seus limites. 

Tem também as que dizem 'ai que horror, não quero saber dessas técnicas de BDSM, é terrível' porque essas cabecinhas de funis vão passar o resto da vida achando que amor é fazer papai e mamãe e histórias tipo Nicholas Sparks. Saber os limites que seu corpo chega e tentar coisas novas é do ser humano. É o animalesco aceitável. 

É bom ter essa fuga de realidade (que está gerando o auê pelo 50 tons de cinza) mas tem que deixar de ser um problema e parar de interferir no pensamento das pessoas. Tem que interferir na vida real, fazer com que as pessoas gozem mais da sua vida do que ficar impondo o que diacho a escritora estava pensando quando ela escreveu, porque bla bla afronta o feminismo e tudo que mulher lutou até o momento. 

Porque enquanto existem mulheres lutando por ai por seus direitos, existem outras que destroem toda uma luta por causa de um cara ficcional 'rico, bonito e deus do sexo'.

Acredito que todo o frenesi causado pelo livro (e o filme) 50 tons de cinza seja uma evidência de que ainda existem mulheres que acham tentador serem submetidas a um homem para conseguir algo em troca. É o tal 'bom partido' que as cabeças ocas acreditam que tem que agarrar, ao invés de se concentrarem em uma vida saborosa na gozolândia seja com um cara simpático e que mexeu com seu coração.

E uma observação: não faço nem questão de continuar a leitura das sequencias. Existem livros maravilhosos a minha espera. Tipo Sabrina e Julia HUSIHAUISHUIAHSUIHAUISH

Outra observação: se for pra comentar algo nada a ver com o post, nem comente, por favor. 

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18 comentários

  1. 50 Tons é uma porcaria. Desculpa ai quem gostou, mas o enredo é pobre, a narração é mal feita, os personagens são contraditórios e sem-graça... Não tem NADA que salva nesse livro. Só li por curiosidade, mas a vontade a cada página era tacar fogo virtual no arquivo do Kobo. :(
    E eu acho o livro bem machista sim, algumas das cenas não passam de estupro. Quem deseja um Grey como 'macho para chamar de seu' (exatamente assim que vi) devia era levar uma surra de piroca bem dada pra ver se aguenta mesmo. ¬¬

    Acredito que toda forma de amor, sexo e qualquer coisa entre o casal seja válida. Desde que haja consentimento entre os dois (o que não acontece em 50 Tons, digo logo). Respeito o direito de cada mulher querer fazer sexo, ser fodida, fazer amor ou o que for. Só não venha querer um Christian Grey, que aí sim eu fico puta. ¬¬

    E também tive fake quando era mais nova. Alguns dos meus "namoros" no fake dariam livros eróticos mil vezes melhor que esse, HAHAHAHA. Altos RPGs da madrugada.

    [N]ayh's Wonderland

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    1. E que vivam os fakes! E seus turno eróticos e sensuais ehehehe

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  2. Gente eu preciso dizer que eu li a resenha seriamente, mas eu ri muito em algumas partes (leia-se: "'Blábláblá não durmo com as mulheres que fodo. Blablabla não faço amorzinho' - Todo e qualquer argumento invalidado com essa foto, Mr. Grey.") . Eu li os três livros, o primeiro por curiosidade e o restante pra saber como a história iria terminar. Lembro que na época achei legal a história e tudo mais, porém hoje eu paro e penso: poderia ser um livro melhor, com uma escrita melhor... podia ser bem melhor. A história é bem boring e repetitiva, sem falar que se a pessoa for pesquisar realmente sobre BDSM vai ver que vai mt além do que a escritora relatou no livro. Sobre o filme as únicas coisas que salvam são a trilha sonora e o ator, que eu falo por mim, é muito bonito/gato/charmoso hahaha! Mas resumindo, concordei basicamente com tudo que tu falou, sem tirar nem por! Resenha bem escrita e super séria!

    Beijos
    needfulglam.blogspot.com

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    1. Resenha séria com um pinguinho de sarcasmo MWAHAHAH.
      Obrigada, Babi.

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  3. Eu não li o livro, mas saber de todas as repercussões negativas com a chegada do filme foi realmente assustador. Pessoas interpretando de forma errada e mulheres sendo espancadas, poxa. O filme não é isso... algumas mulheres levaram MUITO ao pé da letra, muitos homens também.

    tem post novo lá >> http://maisotimismo.blogspot.com.br

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    1. Quero mais que pessoas que acharam o filme maravilhoso se estrepem! Sério! Teve um casal que foi parar no hospital tentando fazer as coisas do livro/filme. -.-
      Mas é cada um...

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  4. Nunca tive a menor vontade de lê-lo, mas estou curiosa para ver a adaptação cinematográfica porque me disseram que arranca muitas risadas hahaha. Gostei da sua resenha, achei bem sincera e completa.

    Beijos,
    www.destemidagarota.com

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    1. Apenas continue sua vida HSUIAHUSHUIHS não fará diferença esse livro/filme que logo esquecerão.

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  5. a resenha ta muito boa, mas não tenho a mínima vontade de lê e assistir 50 tons de cinza.

    >>> http://gilustre.blogspot.com.br/

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  6. OI Isabela eu li os 3 livros em 10 dias, são bem fáceis de ler e compreender e tal. Não vi nada demais na história, e acho que cada um faz o que quiser com seu parceiro. Vejo muita gente questionando o Grey como psicopata, sem nem saber o que realmente é um psicopata, falando de abuso doméstico e tal. Mas sinceramente, acho que a mulher deve ser livre dentro da sua sexualidade e fazer o que bem entender com ela, se ela gosta e sente prazer em ser submissa o que eu tenho a ver com isso? O filme é bem mais leve até do que realmente é o BDSM. bjs

    De Coturno & Spikes

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  7. Então, acho a sexualidade os gostos os desejos algo tão pessoal e normal que fiquei sem entender o auê em torno do filme. Cada um faz o que quer da vida, do corpo, das relações, parece que é o maior livro de sexo do mundo, e filme tb mediante aos comentário ofensivos ou não.
    Cada um curte o que quer, se vc comprou, pagou seja feliz com seu gosto literário, existe muito preconceito sobre esse livro, eu nunca tive vontade de ler mas é mais por gosto pessoal, tirando os romances de banca não curto muito literatura erótica e desde o lançamento do livro o que se tem visto comentar sobre a história é hilário, vou falar uma coisa, tem uma certa trilogia da Anne Rice baseada na princesa Aurora, a bela adormecida que além de erótica tem muuuuitas cenas de sexo, de sado etc, eu li a trilogia porque envolve contos de fadas mesmo que de forma erótica, gostei, é algo que te distrai, por isso é que fiquei sem entender o auê sobre 50 tons, independente do conteúdo da escritora acho que a polêmica foi mais uma questão de modinha do que sobre o livro...

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    1. Isso tudo vai além de modinha: é algo como se ninguém tivesse o minimo sobre personalidade e começasse a causar todo esse auê por conta de ter lido o que pessoas de personalidade falaram a respeito.

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  8. O livro eu sabia que era um romance bobo envolvendo fantasias e não quis ler, mas estou com vontade de assistir o filme, mas pelo fato de ser o tipo de filme que gosto, porém o tipo de livro que odeio haha.

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    1. ainda estou me preparando psicológicamente para ver o filme, e rir.

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  9. Oi Isabela!
    Nossa, acho que sua resenha desse livro foi a melhor que já li!!!
    Eu ainda não li o livro, nem tenho muito interesse em ler (prefiro os romances água com açúcar tipo Sabrina :P). Mas pelo que ouço falar do livro/filme, sua análise está perfeita!

    Beijos,
    Sora - Meu Jardim de Livros

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